Estudando a gravidez prolongada por Melania Amorim

“Em nossa opinião, corroborada por outros autores (1,3, 9,14) as mulheres devem ser esclarecidas sobre riscos e benefícios associados com a indução do parto a partir de 41 semanas, e devem fazer suas escolhas depois da informação. Não há indicação de cesariana porque a gravidez ultrapassou 40 ou 41 semanas, mesmo com colo desfavorável, sendo que a controvérsia da literatura diz respeito apenas a expectar, aguardando o trabalho de parto espontâneo, ou realizar indução do parto. Continue reading

Parto Domiciliar por Melania Amorim

Parto Domiciliar: direito reprodutivo e evidências

O parto domiciliar é uma opção segura para as parturientes de baixo risco atendidas por profissionais qualificados e é um direito da mulher.

A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro.” Ricardo Herbert Jones

Doulas

Quem são as Doulas? 

O que significa “doula”:

A palavra “doula” vem do grego “mulher que serve”. Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças. Continue reading

Parto Ativo

O conceito de Parto Ativo foi desenvolvido pela educadora perinatal Janet Balaskas, a Inglaterra.
Parto Ativo significa que a mulher é quem faz o seu bebê nascer.
Não é o médico quem faz o parto.
Não é a parteira quem faz o parto.
É a mulher, seu corpo, sua mente e sua alma. Claro que não existe Parto Ativo sem uma equipe que aceite neutralizar sua participação em favor do protagonismo da gestante.

Portanto para um parto verdadeiramente ativo é necessário uma mulher ativa, um acompanhante (o pai do bebê ou Doula), um bebê e alguém que fique ao lado apenas verificando se tudo está bem, sem intervir no processo natural do nascimento (médico ou parteira). Continue reading

Preparação do Perineo

Períneo: o parto não é o vilão

Apontado como principal causa de disfunções sexuais e incontinência urinária entre mulheres, o parto é apenas um entre muitos fatores. A boa notícia é que existem maneiras de preparar o períneo para diminuir o risco de lesões
Como será o sexo depois do parto? E se a vagina ficar larga, frouxa? Essa preocupação, muito comum entre as mulheres – e homens, é claro – nos meses que antecedem a chegada de um filho, tem origem numa ideia arraigada na cultura brasileira: a de que a passagem do bebê pela vagina deixará os músculos flácidos, comprometendo a vida sexual da mulher.
Essa associação entre parto normal e danos permanentes ao períneo – musculatura ao redor da vagina e do ânus – também é comum entre os médicos, que assim aprendem inclusive nos livros. Um dos manuais de obstetrícia mais usados nas faculdades afirma que a passagem do bebê “raramente é possível sem lesar a integridade dos tecidos maternos, com lacerações e roturas as mais variadas, a condicionarem frouxidão irreversível do assoalho pélvico”.
Alguns profissionais, no entanto, contestam essa visão. Especialista em preparo perineal para o parto, a fisioterapeuta Miriam Zanetti começou a desconfiar dessa afirmação anos atrás, quando tratava incontinência urinária em mulheres na faixa dos 50 ou 60 anos. “Percebi que muitas delas tinham feito cesárea. Algumas nunca haviam engravidado”, conta. Continue reading

O parto domiciliar – Primaluz

O parto domiciliar é seguro?
As evidências científicas têm mostrado que o parto domiciliar planejado, assistido por profissional qualificado é uma alternativa segura para a grande maioria das mulheres.
Destacamos a seguir o parecer de renomadas instituições internacionais sobre o parto fora do hospital.
“Pode-se afirmar com segurança que uma mulher deve dar à luz num local onde se sinta segura e no nível mais periférico onde a assistência for viável e segura. No caso de uma gestante de baixo risco, este local pode ser a sua casa, um centro de parto de pequeno porte ou talvez a maternidade de um hospital de maior porte. Entretanto, deve ser um local onde toda a atenção e cuidados estejam concentrados em suas necessidades e segurança, o mais perto possível de sua casa e de sua própria cultura.” Organização Mundial de Saúde, 1996 (Maternidade Segura – Assistência ao Parto Normal: um guia prático) Continue reading