Gisele Bündchen, mulher empoderada para o parto

Video

 

 

Advertisements

Parto Domiciliar por Melania Amorim

Parto Domiciliar: direito reprodutivo e evidências

O parto domiciliar é uma opção segura para as parturientes de baixo risco atendidas por profissionais qualificados e é um direito da mulher.

A humanização do nascimento não representa um retorno romântico ao passado, nem uma desvalorização da tecnologia. Em vez disso, oferece uma via ecológica e sustentável para o futuro.” Ricardo Herbert Jones

O parto não é um evento da Medicina

LUIZ ROBERTO LONDRES
O parto domiciliar deve ser proibido?
NÃO
O parto não é um evento da medicina
Desmedicalizar a saúde e desospitalizar a doença.
Foram esses alguns dos muitos princípios que aprendi ao longo de meu curso médico, da minha atuação em consultório e em hospitais e, mais tarde, no intenso convívio com figuras ímpares em nossa atividade.
Há 47 anos dirijo um hospital geral no qual, por muitos anos, havia uma maternidade. Convivi com colegas importantes e representativos da obstetrícia, com um intenso movimento de internação.
Havia, entre eles, diferenças de posturas e de estatísticas, como no tempo de internação ou da utilização da sala cirúrgica, fosse por parto normal, fosse por uma operação cesariana. A seu lado, acompanhando as suas pacientes, estavam parteiras que se revezavam e ministravam cuidados pré e pós-parto. Continue reading

Carta de Sorocaba NuPar – Núcleo de Parteria Urbana da ReHuNa

Boa noite, colegas, segue em anexo a carta de Sorocaba!

Carta de Sorocaba
NuPar – Núcleo de Parteria Urbana da ReHuNa

“Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças”.
(Fernando Pessoa)

Nós, ativistas da humanização do nascimento, reunidos na cidade de Sorocaba nos dias 27 a 29 de julho de 2012, no I ENAPARTU – Encontro Nacional de Parteria Urbana, vimos por meio desta manifestação tecer considerações e propostas sobre o atual estado da assistência ao parto no Brasil. Continue reading

Ministério e prefeitura apoiam partos sem médico

Município do Rio mantém unidade de saúde só com parteiras e enfermeiras. Conselho de Enfermagem entra nesta terça-feira com ação contra resolução do Cremerj

POR CHRISTINA NASCIMENTO
Rio –  As mulheres que desejam ter filhos com parteiras, doulas — acompanhantes de gestantes — ou em casa ganharam apoio de peso na causa. O Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde afirmaram que reconhecem o trabalho dessas profissionais.
Conforme O DIA publicou nesta segunda-feira, duas resoluções do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), inéditas no País, proibiram essa atuação durante e após o parto. A prefeitura afirmou ainda que vai manter casa em Realengo, onde nascimentos são feitos com ajuda dessas profissionais.
O Cremerj também decidiu que o médico que participar do parto domiciliar será processado disciplinarmente e pode até perder o direito de exercer a profissão. Continue reading

Luta pela Humanização do Parto

Recebemos hoje um convite da Abenfo nacional  para participar dia 05.08.2012 da Marcha pela Humanização do Parto em resposta as resoluções arbitrárias do CREMERJ contra o direito das mulheres de parir onde quiserem e proibindo a entrada nos partos hospitalares de Doulas,Obstetrizes e Parteiras ferindo o direito da mulher escolher seu acompanhante na hora do parto.Apoiamos essa Luta junto com a Abenfo pelo Direito da Muher  Gerar e Parir onde e com quem quiser
Segue o convite com as bandeiras:

Como mulher, cidadã, mãe e gestante, a favor da Humanização da assistência ao parto no Brasil, me sinto indignada com as resoluções do Cremerj publicadas no dia 19 de julho de 2012: a resolução de nº 265/12, que visa punir os médicos cariocas que prestarem assistência a partos domiciliares assim como aqueles que fizerem parte de equipes de retaguarda caso a mulher que opte por um parto domiciliar necessite de remoção a um hospital; e a resolução nº 266/12 que proíbe a participação de “doulas, obstetrizes, parteiras etc” (conforme o texto original) em partos hospitalares. Continue reading

Direito de Escolher cont.da reportagem Parteiras Urbanas

Apesar de não ser uma gestante jovem, Maria tinha saúde de sobra. E a princípio qualquer mulher saudável está apta a ter parto normal e 100% natural, inclusive em casa. Esta, aliás, é uma decisão que deve ser tomada por ela, por mais ninguém. Até os profissionais mais contrários ao parto domiciliar concordam que é direito da mulher escolher como quer ter filho. ‘Desde que a gestante seja bem orientada sobre riscos, vantagens e desvantagens de cada procedimento, sua vontade tem de ser respeitada’, ressalta Ymayo. Essencial é ter um pré-natal completo e confiável.

A professora de inglês paulista Ana Carolina Wiechmann Elvezio, de 26 anos, custou a realizar o parto dos sonhos. Só conseguiu na terceira tentativa, depois de passar por uma cesariana e por um parto normal ‘mecanizado’. ‘Na segunda gravidez, já conhecia o parto humanizado, mas não achei quem me atendesse em domicílio e as casas de parto não me aceitavam por causa da cesariana anterior. Acabei parindo no hospital, com um plantonista e intervenções médicas desnecessárias.’ Quando engravidou de novo, ela decidiu que ia ser do seu jeito. E foi. ‘Depois de duas horas, o bebê saiu’, lembra. Além dela, apenas o marido assistiu ao evento. ‘Foi tão rápido que a parteira só chegou depois que a Manuela já havia nascido’, diverte-se. Continue reading

Parteiras Urbanas

Parteiras urbanas

Cada vez mais mulheres trocam a segurança do hospital pelo aconchego do lar na hora de ter bebê. Não à toa, surge uma nova leva de parteiras, que são enfermeiras especializadas e atuam em grandes cidades

No Brasil, país onde são realizadas por ano 1,2 milhão de cesarianas, 40% dos nascimentos – e esse índice chega a 90% em certos hospitais particulares -, conseguir um parto normal já é uma vitória. Mas para algumas mulheres isso não basta. Elas querem ter filho fora do hospital, em local acolhedor, onde o ritmo do seu corpo seja respeitado. E sem procedimentos médicos como jejum, lavagem intestinal, soro ou episiotomia, corte lateral na vagina feito em 70% a 80% dos partos normais, embora se recomende não passar dos 20%, por risco de complicações para a mãe. Interessadas em resgatar o que parece ser mais natural, essas mulheres preferem dar à luz no aconchego do lar ou em casas de parto, onde são atendidas por uma parteira. Nada a ver com aquela figura tradicional, que atua basicamente em regiões inóspitas, com pouquíssima estrutura, cobrindo o buraco da falta de médicos e hospitais. As novas parteiras urbanas são enfermeiras especializadas, ou obstetrizes, e acreditam no que chamam de ‘parto humanizado’. Continue reading